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4 motivos para você fazer um Curso On-Line (EAD)

4 motivos para você fazer um Curso On-Line (EAD)

Sabemos o quanto o período da faculdade é corrido, trabalhos para fazer, matéria para estudar, provas e na grande maioria dos casos, o estudante ainda trabalha, ou seja, leva uma jornada dupla: trabalho de dia, faculdade à noite!

A rotina realmente é pesada, e por isso é comum o desânimo quando se pensa em realizar alguma outra atividade extra curricular. Porém sabemos o quanto é importante agregar conhecimento, e que por mais excelente que a graduação seja, ela não forma o profissional por completo.

A faculdade forma profissionais comuns, a excelência e o diferencial é por conta do esforço de cada aluno, aquele que se dedicar um pouco mais, buscar um pouco mais, terá mais chances entre aqueles que são apenas profissionais comuns.

Veja a seguir 4 motivos para você investir em um curso online:

Ótima chance de aprender na prática

Aprende-se tanta teoria e cálculos na graduação, que muitas vezes o aluno se pega questionando onde tudo isso irá se aplicar. Pois bem, um curso online é uma ótima oportunidade de você começar a por em prática os conhecimentos que está adquirindo em sala de aula. Mesmo que você esteja nos primeiros semestres, ao cursar um curso online de especialização ou aperfeiçoamento dentro da sua área, você já terá uma visão melhor do que é a sua profissão na prática!

Como os cursos online não são de longa duração, ele foca sempre em soluções práticas, fazendo com que o aluno adquira habilidade para solucionar as questões de forma rápida e direta.

Baixo investimento financeiro

Uma das grandes vantagens dos cursos online é o baixo valor se comparado à uma pós-graduação por exemplo. Como o curso online foca em uma determinada área de atuação da profissão, ela costuma não ter valores altos, possibilitando que o aluno se especialize em um determinado tema dentro da área de atuação.

É um investimento importante para a vida acadêmica, pois possibilita que o aluno se aprofunde em um tema que seja de maior interesse pra ele, ou que seja importante para a sua formação mas que a graduação não possibilita uma maior experiência, pois precisa dividir a grade curricular com tantas outras matérias.

Maiores chances no mercado de trabalho

O mercado de trabalho tem se mostrado cada vez mais competitivo e exigente, logo, quanto mais bem preparado, maiores serão as suas chances na hora de competir por uma vaga, seja ela de estágio ou até mesmo de emprego.

Os cursos online dão destaque a uma determinada área, aumentado muito suas chances de conseguir uma vaga que seja relacionada ao que você aprendeu no curso.

Ter em seu currículo um online, pode ser o ponto decisivo na hora da escolha do candidato, é sem duvida um ponto positivo para quem tem. Mostra o quanto você está empenhado a se tonar um grande profissional. Mais uma vez reforço, a faculdade forma profissionais comuns, a excelência será resultado de um esforço individual, e o selecionador sabe muito bem disso.

Possuem certificado

Está é uma dúvida muito comum, os alunos ficam em duvida se o curso online oferece um certificado de conclusão, e a resposta é sim! O curso de online oferece certificado reconhecido até mesmo como atividade complementar para a sua graduação.

Como pode notar, o curso online é realmente muito vantajoso e deve ser uma possibilidade de complemento à faculdade, é um esforço que vale muito a pena, pois irá fazer total diferença na sua formação profissional.

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Trabalhar no exterior é desafio para o engenheiro

Trabalhar no exterior é desafio para o engenheiro

 

Profissionais contam a experiência de viver em países como México, Estados Unidos, Japão e até Iraque

A construção civil brasileira conta com nível tecnológico similar ao dos países mais desenvolvidos. Por isso, nada mais natural que diversos profissionais brasileiros do setor se espalhassem pelo mundo em busca de experiência, novos ares e, claro, dinheiro. Assim, há inúmeras histórias de engenheiros brasileiros que estiveram ou estão no exterior.

As oportunidades sempre foram maiores na área de infra-estrutura. O motivo é simples: o desenvolvimento tecnológico em edificações é mais recente e mais sensível apenas na última década. Enquanto isso, o incremento da infra-estrutura nacional, entre as décadas de 1950 e 1980, possibilitou que as empresas desse mercado ganhassem porte de multinacionais. O know-how e o capital acumulados incentivaram essas construtoras a buscarem obras fora do Brasil.

A lista de países que receberam engenheiros brasileiros não é pequena: Estados Unidos, Alemanha, Colômbia, México, Iraque, Bolívia, Chile, Portugal, Angola, África do Sul e muitos outros. Apesar de toda essa representatividade, no Brasil faltam registros no Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e no Ministério do Trabalho sobre a quantidade e a condição de trabalho dos engenheiros brasileiros que vivem no exterior. A razão é que nem todos notificam esses órgãos de suas saídas, dificultando um recenseamento dos profissionais de construção em atividade fora do país.

Sabe-se, porém, que é a experiência em trabalhos anteriores que credencia grande parte dos profissionais brasileiros a procurar uma oportunidade lá fora. O consultor Luércio Scandiuzzi é um exemplo. Após seis anos de trabalhos na Usina de Itaipu, ele se mudou em 1993 para o México, para trabalhar na construção da barragem de Huites, no noroeste do país. As obras, que ficaram a cargo de um consórcio entre duas construtoras mexicanas e a brasileira CBPO, levaram dois anos para serem concluídas e foram marcadas por algumas inovações tecnológicas como o uso de concreto pré e pós-refrigerado e o emprego de um sistema de correia transportadora.

Durante esse período, Scandiuzzi morou em um trailer com mais três pessoas. “As instalações eram boas, o problema é que estávamos em uma região mais árida que o Nordeste brasileiro”, conta. A família ficou no Brasil, por isso, a cada um mês e meio o engenheiro voltava para passar dez dias.

Apesar de ter ido contra a sua vontade, o balanço final foi positivo. “Eu estava bem no Brasil e só fui para o México porque pensei que fosse conseguir voltar em seis meses”, conta. “Mas era uma obra de engenharia complexa, grandiosa, e eu acabei ficando mais tempo”, recorda. O sistema é composto por uma barragem com 4,568 milhões de m³ de capacidade de armazenamento e uma central hidrelétrica com capacidade de 400 MW. “O Brasil é um dos melhores países na construção de barragens e quem trabalhou em Itaipu faz barragem em qualquer lugar do mundo”, orgulha-se.

Na época, ele já contava com experiência no gerenciamento da filial paulista de uma grande construtora carioca. “Certamente o conhecimento prático e teórico de administração contribuíram para a minha seleção”, acredita. Ele já pensava em trocar São Paulo por outra capital mais tranqüila quando recebeu a proposta para montar a filial da construtora no México para a construção de dois centros de distribuição da Nestlé. Só não esperava ir parar tão longe.Adaptação
O brasileiro Antônio Diniz do Amaral Chaves também tem histórias de terras astecas para contar. Formado em engenharia e administração de empresas, há dois anos e meio ele foi contratado pela construtora Walter Torre para gerenciar o escritório da empresa na Cidade do México.

A partir de então, foi uma sucessão de desafios. Segundo Diniz, quando se chega em outro país coisas básicas se tornam difíceis e nada é feito de forma automática. Visitar um cliente, por exemplo, é um custo, porque não se tem idéia das dimensões e localizações na cidade. “Depois de um determinado momento, essas pequenas coisas começam a irritar porque é uma barreira atrás da outra. Nessas horas, se falta preparo psicológico, a pessoa acaba desistindo e voltando para o Brasil”, revela.

No México, um dos obstáculos à adaptação comumente apontados pelos brasileiros é a comida muito apimentada. Além disso, como o Brasil, os problemas com a organização burocrática são freqüentes. Por isso, os escritórios da Walter Torre contam com gestores – espécie de despachantes – que conhecem os meandros da burocracia local. De acordo com Diniz, a acomodação em terras mexicanas é fácil, pois o povo é muito caloroso, sobretudo com os hermanos latinos. Com os brasileiros, a identificação é ainda maior, por causa da paixão pelo futebol.

Problemas com sindicatos
Diniz passou os cinco primeiros meses sozinho para preparar a infra-estrutura da construtora no México. Porém, o que à primeira vista representava dificuldades e solidão, com o tempo se mostrou conveniente. “No momento em que os outros engenheiros começaram a chegar com suas famílias, percebi que é muito mais fácil se adaptar a um lugar estranho quando se está sozinho, pois a tendência de grande parte das pessoas é, em momentos difíceis, se isolar onde se sente seguro, no caso, em seus núcleos familiares”, diz. “Quando se está sozinho, e tudo depende de você, não tem jeito. É preciso agir e se integrar rapidamente.” Foi o que aconteceu com o engenheiro divorciado, que não levou nenhum familiar. O ritmo frenético de trabalho quase não permitia que sobrasse tempo para sentir saudades da terra natal. “No segundo ano, durante a construção dos dois centros de distribuição, não tive nenhum fim de semana livre e voltei ao Brasil apenas uma vez.”

País com uma história política bastante tumultuada, o México tem suas particularidades que influenciam diretamente a construção civil. O governo consegue oferecer emprego para boa parte da população, mas a maioria recebe salários baixos. Uma das maneiras utilizadas para garantir emprego a todos é não aceitar a automatização. “Muita coisa é feita manualmente e os sindicatos são muito fortes, o que não significa, necessariamente, que sejam bons para os trabalhadores”, comenta Diniz.

Com 100% da mão-de-obra terceirizada, durante a construção de um dos centros de distribuição, na cidade de Toluca, a Walter Torre enfrentou uma batalha dura com um dos sindicatos de trabalhadores da construção do México. “O empreiteiro recebia os nossos pagamentos, porém não repassava o dinheiro aos caminhoneiros. O resultado foi que, inesperadamente, o canteiro amanheceu cercado de trabalhadores armados. Além disso, foi publicado em um jornal de grande circulação da região que a Nestlé, cliente da construtora, não pagava seus funcionários”, lembra. “Foi preciso correr para publicar outra notícia desmentindo o caso. A partir de então, fizemos um acordo com o sindicato e combinamos efetuar o pagamento diretamente para ele”, acrescenta. Contudo, apesar da força, os sindicatos mexicanos apresentam muitas deficiências. No país, o uso de EPIs, por exemplo, não é obrigatório, bem como a presença de refeitórios nos canteiros. A oferta desses recursos depende muito mais da boa vontade das construtoras do que de uma legislação que proteja o trabalhador.

Outro obstáculo foi a falta da cultura da hora extra. Para as empresas, os custos com esse tipo de recurso não são compensadores – o custo da hora adicional é de 100% durante a semana e de 300% nos finais de semana – e, por isso, os trabalhadores se acostumaram a não trabalhar fora do horário normal. “O problema é que precisávamos fazer a obra funcionar full-time e os trabalhadores não queriam, mesmo ganhando mais. Preferiam ficar em casa, com a família, assistindo futebol e bebendo cerveja”, comenta Antônio Diniz. A solução foi realizar sorteios no final do turno noturno, por exemplo, para motivar os funcionários a trabalhar. Segundo Diniz, os mexicanos são mais pacatos e, como eles mesmos se definem, têm “bolso pequeno”, forma eufemística de dizer que contam com pouca ambição financeira. “Além disso, são grandes artesãos e, por isso, têm dificuldades em aliar simultaneamente qualidade e velocidade ao trabalho.”

Pra lá de Bagdá
No início dos anos 80, o engenheiro Luiz Grossi trabalhou um ano no Iraque pela construtora Mendes Júnior, que na época realizou diversas obras de infra-estrutura no país. Grossi já estava formado há cinco anos, trabalhava na ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e pretendia se casar. Diante da oferta de uma experiência profissional nova e, principalmente, do salário recompensador, não pensou duas vezes. “Por sorte, a minha noiva trabalhava na construtora mineira e decidimos que valia a pena dedicar um ano para conquistarmos tudo o que um casal recém-casado precisa, como apartamento, mobília, essas coisas”, recorda. No Brasil, o engenheiro ganhava Cr$ 31 mil, o que não era um salário ruim na época. Foi ao Iraque para receber cerca de quatro vezes mais em moeda norte-americana. “Pouco menos de um terço desse dinheiro ficava com a gente para as despesas domésticas, o que era mais do que suficiente, pois tínhamos moradia e assistência médica gratuita. Os demais gastos, como supermercado e lavanderia, eram simbólicos. O restante do salário era enviado para o Brasil”, explica. Grossi, responsável pela produção de concreto na obra, considera que o salário era justo, por representar um desafio muito grande.

Em meio a uma região quase inóspita, recursos materiais necessários para as obras também eram escassos. A madeira, assim como quase tudo, era importada, o que exigia dos engenheiros muito planejamento. “Adquiri conhecimentos de produção de obra, que eu necessitava muito e que hoje têm um papel importante na minha vida profissional.”

O que é necessário para conquistar uma oportunidade no exterior

Além de sólidos conhecimentos técnicos, domínio e facilidade de aprender outros idiomas, algumas características são imprescindíveis para um profissional que pretende trabalhar fora do País:

Visão global
O profissional tem que estar preparado para se movimentar em várias áreas. Como a estrutura montada pelas construtoras no exterior invariavelmente é menor que a existente no Brasil, há menos profissionais de apoio. Por isso, no caso do engenheiro, é interessante que ele tenha experiência em diferentes tipos de edificações (residências baixas, indústrias e edifícios mais altos, por exemplo) e conheça vários sistemas construtivos. Conhecimento na área administrativa também é recomendável.

Comunicação
É fundamental que o profissional tenha jogo de cintura e consiga se comunicar com todos, do cliente ao operário. Isso não se limita a conhecer o idioma. Também é importante ter capacidade de se fazer entender e, claro, ter paciência com a falta de entendimento natural das conversas.

Preparo psicológico
É importante que esteja preparado psicologicamente, ter capacidade para acordar todo dia e saber que todos os momentos representarão um desafio diferente. Além disso, tem de estar preparado para se dedicar integralmente à empresa e, em alguns casos, abdicar de folgas, finais de semana e feriados.

Conhecimento do negócio
O dia-a-dia vai exigir que o profissional conheça o negócio profundamente. Afinal de contas, ele é a cara da empresa naquele país. Se ocupar cargo de gerência, é preciso que haja sinergia entre o seu trabalho e o da matriz. Nessas horas, a internet é uma grande aliada, pois permite que as pessoas estejam conectadas à empresa.

Ambiente tenso
Para os solteiros ou para os que deixaram família e namoradas no Brasil a adaptação no exterior é muito mais difícil. “A carência era percebida no estado de espírito e físico dos trabalhadores e, também, na produtividade deles”, conta Grossi. Por isso, a cada seis meses, os solteiros tinham o direito de passar umas breves férias no Brasil.

Para a maior parte dos engenheiros que foram para o Iraque, porém, tão difícil quanto lidar com as diferenças culturais foi superar as temperaturas extremas que, no Oriente Médio, chegam a 60oC no verão, e -10oC no inverno. Esta foi uma das partes mais difíceis e que fez com que alguns desistissem da empreitada. “No meu caso foi mais fácil, pois saí do Brasil no fim da primavera e cheguei lá no início do inverno. Logo de cara, enfrentei frio de -5oC, porém, o choque não foi tão grande quanto o passado por outros colegas que desembarcaram em Bagdá em pleno verão, vindos do inverno.”

Para os que resistiram, o momento de descontração vinha do jeitinho brasileiro de se adaptar às adversidades, como a língua, por exemplo. No canteiro, os engenheiros conversavam em inglês com os fiscais e representantes do governo, ou por meio de intérpretes oficiais. Com os operários iraquianos e árabes, de um modo geral, além da utilização de intérpretes, a comunicação era feita por encarregados e feitores que falavam árabe.

De acordo com o engenheiro mineiro, que hoje trabalha com pavimentação de concreto, uma das decisões mais corretas que tomou na vida foi escolher o momento certo para regressar ao Brasil. A guerra do Iraque contra o Irã estava começando e o clima de tensão era muito grande. “Antes de voltar ao Brasil, minha esposa e eu passamos 15 dias na Europa. Quando estávamos no meio da viagem, soube pela televisão que o aeroporto de Bagdá havia sido bombardeado”, conta. “Os meus colegas que voltaram depois sofreram dificuldades muito maiores, pois tiveram que enfrentar uma viagem de cerca de 20 horas de ônibus pelo deserto até chegar na Jordânia para pegar um avião”, continua.

Cidadão do mundo
Há pouco mais de um ano a Catho, empresa que atua em recursos humanos desde 1977, realizou uma pesquisa de 257 perguntas com 9.174 funcionários que ocupavam as mais diversas funções em empresas de diferentes portes e segmentos. Entre outras coisas, a sondagem levantou que 13,49% dos executivos já trabalharam no exterior e, entre esses, 15% se dividem entre as engenharias (civil, mecânica, elétrica, mecatrônica, de produção, de materiais e química). “Essa porcentagem varia em função do cargo e da área funcional do executivo. Em geral, quanto mais alto o cargo, maior a porcentagem de executivos que já trabalharam no exterior”, explica Thomas Case, fundador da Catho. “O tempo de permanência em outro país depende também de acordo com o cargo mas, em média, esses profissionais vivem no exterior cerca de 18 meses”, acrescenta.

Nesse perfil, encaixa-se o paulista Wagner Suzuki, atual presidente da Hoss, denominação social da Shimizu do Brasil, construtora que é braço da japonesa Shimizu Corporation, maior empresa do setor, com faturamento de US$ 14 bilhões no último ano e forte penetração internacional.

Formado em 1979 pela Universidade Mackenzie, durante cinco anos Suzuki trabalhou no IPT. Depois, contratado pela Shimizu, foi para o Japão, onde viveu por dois anos e meio. “É muito mais fácil ser engenheiro no Japão do que no Brasil”, compara. “A mão-de-obra é muito mais qualificada, os operários têm consciência do seu papel e o nível de educação é muito maior. Isso demonstra reflexos na construção, sobretudo na produtividade”, continua.

A experiência internacional do executivo não se limitou ao modelo de construção racionalizado produtivo e tecnológico japonês. O engenheiro foi enviado, também, à capital da Índia, Nova Délhi, para a construção de uma fábrica da Honda. Nesta obra foram empregados três mil trabalhadores; numa obra semelhante no Japão, para o mesmo cliente, foram necessários apenas 80 operários.

Segundo Wagner Suzuki, enquanto no Japão tudo é mais automatizado, industrializado e está ligado a rigorosos métodos de verificação de qualidade, na Índia, para se levantar uma torre de pré-moldados, ainda se utilizam cordas de 300 m de comprimento com roldanas e escoramento de madeira, que são puxadas manualmente pelas centenas de trabalhadores. Além disso, a preocupação com segurança e produtividade é desprezada e, como há muita gente nas cidades, famílias inteiras montam tendas nos canteiros e passam a viver na obra. “É preciso que o engenheiro tenha jogo de cintura para se adaptar às situações mais adversas. Isso faz parte do princípio da engenharia, que é o de encontrar as melhores soluções com os recursos disponíveis”, recomenda.

Com relação à família, o executivo recomenda que acompanhe o profissional sempre que possível, para que todos possam evoluir e viver essas experiências em conjunto. “Experiências mudam completamente as pessoas, exercitam a mente, enobrecem o ser humano e fazem a vida ter sentido”, acredita.

Rigidez afasta brasileiros

No início dos anos 90, um convênio entre a Escola Politécnica da USP e a Universidade Mackenzie levou um grupo de engenheiros recém-formados ao Japão. “Fomos procurados por um grupo de empresários que queriam levar apenas mão-de-obra. Procuramos mostrar, no entanto, o quanto eles poderiam ganhar se levassem, também, profissionais qualificados”, explica Eduardo Ioshimoto, professor da Poli-USP e coordenador do programa. Deu certo. Depois de um recrutamento e seleção em universidades brasileiras, 30 jovens engenheiros embarcaram para Hiroshima com contrato de trabalho de dois anos. “Financeiramente não era muito vantajoso, ganhávamos menos do que os dekasseguis, mas valia pelo aprendizado”, diz Irineu Mitsumori. “Além do mais, fazer uma especialização fora do país sempre foi o meu objetivo.”
Hoje, engenheiro da construtora Hoss, em São Paulo, Mitsumori passou três anos no Japão onde, além da experiência, encontrou uma esposa. Segundo conta, apesar de ter apenas um conhecimento básico da língua japonesa, a adaptação e a integração foram bastante fáceis. Antes de entrar efetivamente em um canteiro, o grupo passou os dois primeiros meses tendo aulas sobre a construção civil local, sobretudo normas de segurança. “No Japão, os projetos, por exemplo, são bem simples e o detalhamento é todo feito pelo engenheiro durante a obra. A vantagem é que assim ele tem conhecimento e controle de tudo o que se passa naquela obra. Contudo, a quantidade de desenhos é muito maior, o que, às vezes, implica contratação de escritórios específicos para essa tarefa”, explica Mitsumori. “Só depois que todo mundo vai embora, no final do dia, é que o engenheiro pára para fazer a contabilidade”, acrescenta.Entre as principais lições aprendidas durante os três anos de intenso aprendizado no Japão, Mitsumori destaca a rigidez do sistema oriental no que se refere à responsabilidade no trabalho. Um engenheiro recém-formado, por exemplo, só tem a possibilidade de se tornar responsável por uma obra depois de anos de trabalho. Nesse caso, a questão não é apenas experiência profissional, mas idade, principalmente. A tradição milenar de respeito aos mais velhos é bastante considerada e a conseqüência disso é que, dentro das empresas, a hierarquia é muito rígida. “O problema é que este excesso de formalidade impossibilita o profissional de galgar postos e acaba desmotivado”, ressalta Mitsumori. “Foi por esta razão que, depois de cumprido o contrato, nenhum dos engenheiros quis ficar no país. Todos resolveram voltar”, complementa. Mesmo assim, para Eduardo Ioshimoto, a experiência foi positiva. “Depois disso, vários dos engenheiros que participaram desse programa se encaixaram em construtoras japonesas no Brasil quando regressaram”, revela o professor.

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